DISLEXIA          ORIENTAÇÃO VOCACIONAL          HIPERACTIVIDADE          FÓRUM PSI.EDU

 
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OCTÁVIO MOURA  | psicólogo  | www.dislexia-pt.com

 

 

 
 

 

CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO


 

Deve-se verificar se na história familiar existem casos de dislexia ou de dificuldades de aprendizagem e se na história desenvolvimental da criança ocorreu alguma problemática não normativa que esteja a justificar tais dificuldades.

 

 

Na leitura notam-se confusões de grafemas cuja correspondência fonética é próxima ou cuja forma é aproximada, bem como surgem frequentes inversões, omissões, adições e substituições de letras e sílabas. Ao nível da leitura de frases, existe uma dificuldade nas pausas e no ritmo, bem como revelam uma análise compreensiva da informação lida deficitária (dificuldades em compreender o que lêem).

 

 

Ao nível da produção escrita a sintomatologia é semelhante, verificando-se a presença de muitos erros ortográficos, grafia disforme e ilegível, para além de défices acentuados na construção frásica.

        

       

Principais manifestações da dislexia nas competências de leitura e escrita:

 

--  Um atraso na aquisição das competências da leitura e escrita.

 

--  Dificuldades acentuadas ao nível do processamento e consciência fonológica.

 

--  Leitura silábica, decifratória, hesitante, sem ritmo, com bastantes incorrecções e erros de antecipação.

 

--  Velocidade de leitura bastante lenta para a idade e para o nível escolar.

 

--  Omite ou adiciona letras e sílabas (ex: famosa-fama; casaco-casa; livro-livo; batata-bata; biblioteca/bioteca; ...).

 

--  Confusão entre letras, sílabas ou palavras com diferenças subtis de grafia ou de som (a-o; o-u; a-e; p-t; b-v; s-ss-ç; s-z; f-t; m-n; v-u; f-v; g-j; ch-j-x; v-z; nh-lh-ch; ão-am; ão-ou; ou-on; au-ao; etc.).

 

--  Confusão entre letras, sílabas ou palavras com grafia similar, mas com diferente orientação no espaço (b-d; d-p; b-q; d-q; a-e;…).

 

--  Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras (ai-ia; per-pré; fla-fal; me-em; sal-las; pla-pal; ra-ar;…).

 

--  Substituição de palavras por outras de estrutura similar, porém com significado diferente (saltou-salvou; cubido-bicudo;...).

 

--  Substituição de palavras inteiras por outras semanticamente vizinhas.

 

--  Problemas na compreensão semântica e na análise compreensiva de textos lidos.

 

--  Dificuldades em exprimir as suas ideias e pensamentos em palavras.

 

--  Dificuldades na memória auditiva imediata.

 

--  Ilegibilidade da escrita, letra rasurada, disforme e irregular, presença de muitos erros ortográficos e dificuldades ao nível da construção frásica. Etc...

 

--  Outros sintomas que podem estar associados: Problemas ao nível da dominância lateral (lateralidade difusa, confunde a direita e esquerda, lateralidade cruzada); Problemas ao nível da motricidade fina e do esquema corporal; Problemas na percepção visuo-espacial; Problemas na orientação espacio-temporal; A escrita pode surgir em espelho. Etc...

 

 

Nota: Não é necessário que estejam presentes todos estes indicadores em simultâneo, para que seja diagnosticada um caso de dislexia. Estes indicadores devem apenas alertar para a possibilidade de um possível caso de dislexia, já que é preciso compreender a razão destes comportamentos.

        

 

Segundo vário autores, não se pode falar de dislexia (ou melhor ... não se pode fazer um diagnóstico definitivo) antes dos 7 anos, ou para ser mais rigoroso, antes de pelo menos um ano de escolaridade, pois anteriormente a esta idade erros similares são banais pela sua frequência.

    

 

Para um correcto diagnóstico de uma perturbação da leitura é indispensável recorrer à avaliação COM profissionais experientes neste domínio.

 

 

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OCTÁVIO MOURA - Licenciado e Mestre em Psicologia. Especialista na área da Dislexia e noutras valências psicológicas. Trabalha a nível clínico em consulta psicológica de crianças e jovens (dificuldades de aprendizagem, hiperactividade, problemas de comportamento, perturbações do desenvolvimento, orientação vocacional, psicoterapia). Docente universitário e colaborador em projectos de investigação científica no ensino superior. Vasta experiência pedagógica na formação de psicólogos, professores e outros técnicos superiores da educação e saúde. Formador com Certificado de Formador de Professores (CFP) e Certificado de Aptidão Profissional (CAP). Psicólogo credenciado pela DREN para efeitos de avaliação psicopedagógica.

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